Emirados Árabes Unidos presidem reunião de emergência da Liga Árabe sobre expansão de assentamentos por Israel

CAIRO, 11 de fevereiro de 2026 (WAM) — Os Emirados Árabes Unidos presidiram nesta quarta-feira (11/02) a reunião de emergência do Conselho da Liga dos Estados Árabes, no nível de representantes permanentes, realizada na sede da Secretaria-Geral, no Cairo, para discutir ações árabes e internacionais diante das recentes decisões de Israel de expandir assentamentos nos territórios palestinos.

Na sessão de abertura, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Egito e representante permanente junto à Liga dos Estados Árabes, Hamad Obaid Al Zaabi, afirmou que o país condena as medidas israelenses consideradas ilegais, destinadas a impor soberania sem reconhecimento internacional, consolidar a atividade de assentamentos e dar continuidade a políticas expansionistas que, segundo ele, alimentam a violência e o conflito na região.

Hamad Obaid Al Zaabi reiterou a rejeição a qualquer violação dos direitos inalienáveis do povo palestino e defendeu a interrupção imediata das atividades de assentamento, que ameaçam a estabilidade e comprometem as perspectivas de paz e convivência.

O diplomata também instou a comunidade internacional, as Nações Unidas e o Conselho de Segurança a assumirem suas responsabilidades e a pôr fim a práticas que violam o direito internacional.

O secretário-geral adjunto e chefe do Setor da Palestina e dos Territórios Árabes Ocupados da Liga Árabe, Fayez Mustafa, avaliou que as decisões recentes do governo israelense representam uma escalada perigosa na política de assentamentos e na anexação de fato de partes da Cisjordânia, em violação ao direito internacional e às resoluções internacionais. Ele alertou para os impactos dessas medidas nas perspectivas de paz e estabilidade na região.

O representante permanente do Estado da Palestina junto à Liga Árabe, Muhannad Al Aklouk, pediu aos Estados-membros e à comunidade internacional a adoção de medidas políticas, econômicas, jurídicas e diplomáticas eficazes para impedir planos de anexação da Cisjordânia ocupada. Segundo ele, o Estado da Palestina considera essas decisões nulas e solicitou apoio árabe e internacional para exercer plena soberania sobre seus territórios.