ABU DHABI, 28 de fevereiro de 2026 (WAM) — Os Emirados Árabes Unidos condenaram e denunciaram com veemência os ataques de mísseis iranianos que tiveram como alvo o país e várias nações da região, classificando essas ações como violação flagrante da soberania nacional e clara transgressão do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores (MoFA, na sigla em inglês) manifestou plena solidariedade e apoio inabalável aos países da região afetados pelos ataques. A pasta ressaltou que a segurança é indivisível e que qualquer violação da soberania de um Estado constitui ameaça direta à segurança e à estabilidade de toda a região.
Os Emirados reiteraram a rejeição categórica ao uso dos territórios de países da região como palco para a resolução de disputas ou para a ampliação do conflito e alertaram para as graves consequências da continuidade dessas violações, que comprometem a segurança regional e internacional e ameaçam a estabilidade econômica global e a segurança energética.
O governo dos Emirados voltou a defender moderação e recurso a soluções diplomáticas e ao diálogo sério, enfatizando que esse continua sendo o caminho mais eficaz para superar a atual crise e preservar a segurança e a estabilidade regionais.
Os Emirados Árabes Unidos ressaltaram ainda que mantêm o pleno e legítimo direito de responder a esses ataques de forma a proteger sua soberania, sua segurança nacional e sua integridade territorial, além de garantir a segurança de cidadãos e residentes, em conformidade com o direito internacional. O país afirmou que não tolerará, sob nenhuma circunstância, qualquer comprometimento de sua segurança ou soberania.
O governo também apresentou condolências sinceras e profunda solidariedade à família do cidadão paquistanês que morreu em decorrência dos ataques. Os Emirados enfatizaram que ataques contra civis e bens civis são inequivocamente condenados e estritamente proibidos pelo direito internacional e pelos princípios humanitários.