ABU DHABI, 17 de março de 2026 (WAM) — O conselho de administração do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos (CBUAE, na sigla em inglês), presidido pelo vice-presidente, vice-primeiro-ministro e presidente da Corte Presidencial, xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, realizou sua segunda reunião do ano. O colegiado avaliou que o sistema financeiro do país tem demonstrado resiliência diante das atuais condições extraordinárias nos mercados globais e regionais, sem impactos relevantes sobre a solidez do setor bancário ou dos sistemas de pagamento.
Os vice-presidentes do conselho, Abdulrahman Saleh Al Saleh e Jassem Mohamed Bu Ataba Al Zaabi, além do presidente do Banco Central, Khaled Mohamed Balama, participaram da reunião. Também estiveram presentes os membros Younis Haji Al Khoori, Sami Dhaen Al Qamzi e Ali Mohamed Al Rumaithi, além de Ahmed Saeed Al Qamzi e Ibrahim Al Sayed Mohamed Al Hashemi.
O conselho, sob a orientação do presidente, aprovou um pacote abrangente de resiliência para instituições financeiras, destinado a reforçar a estabilidade do setor bancário dos Emirados Árabes Unidos diante das atuais condições excepcionais nos cenários global e regional. O Banco Central dos Emirados Árabes Unidos, que administra reservas cambiais recordes superiores a 1 trilhão de dirhams (US$ 270 bilhões) e mantém uma razão de cobertura da base monetária de 119%, reiterou a solidez dos fundamentos do setor bancário do país, estimado em 5,4 trilhões de dirhams (US$ 1,47 trilhão).
A liquidez total mantida pelos bancos junto ao Banco Central, somada aos ativos elegíveis para operações convencionais, alcançou cerca de 920 bilhões de dirhams (US$ 250 bilhões), dos quais mais de 400 bilhões de dirhams (US$ 109 bilhões) correspondem a reservas bancárias.
O pacote aprovado é estruturado em cinco pilares e amplia o acesso das instituições financeiras à liquidez, além de permitir maior flexibilidade no uso de capital e reservas para apoiar a economia.
O primeiro pilar trata de medidas de política monetária, com ampliação do acesso às reservas até 30% do requisito de compulsório e disponibilização de linhas de liquidez em dirhams e dólares.
O segundo prevê alívio temporário em indicadores de liquidez e financiamento estável, aumentando a capacidade dos bancos de apoiar a economia.
O terceiro pilar trata da liberação temporária do colchão anticíclico (CCyB) e do colchão de conservação de capital (CCB) para apoiar a economia dos Emirados Árabes Unidos.
O quarto estabelece ajustes na gestão de risco de crédito, permitindo aos bancos adiar a classificação de empréstimos de clientes afetados pelo contexto atual.
O quinto pilar reforça a necessidade de manutenção da oferta de crédito e serviços financeiros para sustentar a atividade econômica.
O conselho reiterou que está pronto para utilizar os instrumentos de política necessários para preservar a estabilidade do sistema financeiro e destacou o compromisso de fortalecer a competitividade do setor no país.
“A força econômica e financeira dos Emirados Árabes Unidos está ancorada na visão estratégica da liderança do país. As políticas preventivas e os mecanismos adotados pelo Banco Central têm demonstrado eficácia ao fortalecer a resiliência e a capacidade de resposta do sistema financeiro e bancário, além de garantir a estabilidade monetária e financeira. Esses resultados refletem a confiança contínua no sistema e a competitividade global da economia dos Emirados”, disse o xeique Mansour bin Zayed.