Opep+ ajusta produção de petróleo em 206 mil barris por dia a partir de maio

VIENA, 5 de abril de 2026 (WAM) — Os oito países da Opep+ — Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — anunciaram um ajuste nos níveis de produção de petróleo e reafirmaram o compromisso conjunto de apoiar a estabilidade dos mercados globais da commodity.

O anúncio ocorreu após reunião virtual realizada neste domingo (05/04) para revisar as condições do mercado global e as perspectivas futuras, como parte do monitoramento contínuo dos ajustes voluntários adicionais anunciados anteriormente, em abril e novembro de 2023.

Em linha com o compromisso coletivo de preservar a estabilidade do mercado, os países participantes decidiram implementar um ajuste de produção de 206 mil barris por dia, dentro do marco dos ajustes voluntários adicionais de 1,65 milhão de barris por dia anunciados em abril de 2023. A medida entra em vigor em maio de 2026.

Os países afirmaram que o total de 1,65 milhão de barris por dia poderá retornar parcial ou totalmente ao mercado, de forma gradual e conforme a evolução das condições. Destacaram também que seguem monitorando e avaliando de perto os desdobramentos do mercado.

Os integrantes do grupo ressaltaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e de manter total flexibilidade em relação ao aumento, à pausa ou à reversão da eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção, incluindo a possibilidade de reverter os cortes voluntários de 2,2 milhões de barris por dia anunciados anteriormente, em novembro de 2023.

Os oito países afirmaram que a medida cria uma oportunidade para acelerar a compensação por produção excedente e reafirmaram o compromisso coletivo com o pleno cumprimento da Declaração de Cooperação, incluindo os ajustes voluntários adicionais monitorados pelo Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento.

O grupo também confirmou a intenção de compensar integralmente qualquer produção excedente registrada desde janeiro de 2024.

Os países reiteraram a importância de proteger as rotas marítimas internacionais para garantir o fornecimento ininterrupto de energia, como destacado na 65ª reunião do Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento.

Os integrantes expressaram preocupação com ataques contra infraestruturas de energia e observaram que a recuperação total de ativos danificados exige tempo e custos significativos, o que afeta a disponibilidade da oferta.

Os países ressaltaram que quaisquer ações que prejudiquem a segurança do abastecimento de energia — seja por meio de ataques à infraestrutura, seja pela interrupção de rotas marítimas — contribuem para o aumento da volatilidade do mercado e enfraquecem os esforços coletivos, no âmbito da Declaração de Cooperação, para apoiar a estabilidade do mercado em benefício de produtores, consumidores e da economia global.

O grupo também elogiou iniciativas adotadas por alguns países participantes para garantir a continuidade da oferta, especialmente por meio de rotas alternativas de exportação, que ajudaram a reduzir a volatilidade do mercado.

Os oito países anunciaram ainda que realizarão reuniões mensais para revisar as condições do mercado, o cumprimento das metas e os mecanismos de compensação. O próximo encontro está marcado para maio de 2026.