DUBAI, 1º de setembro de 2026 (WAM) -- Os Emirados Árabes Unidos elevaram para 35% a meta de participação de fontes limpas na geração de energia até 2030-2031, disse o ministro da Energia e Infraestrutura, Suhail bin Mohammed Al Mazrouei.
Em entrevista à Agência de Notícias dos Emirados (WAM), durante a Middle East Energy 2026, que começou nesta terça-feira (1º) no Dubai World Trade Centre e segue até quinta-feira (3), Al Mazrouei afirmou que o cumprimento da meta exigirá novos projetos, mais concorrência e maior participação do setor privado na geração de eletricidade. O país, segundo ele, continua revendo sua estratégia energética à medida que os custos caem e novas tecnologias avançam.
A estratégia de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos busca diversificar as fontes de geração e manter uma margem de capacidade suficiente para atender às necessidades de toda a população em diferentes circunstâncias.
Nesse contexto, o ministro declarou que o país segue ampliando as redes e construindo novas usinas para reduzir perdas, aumentar a eficiência e buscar preços mais baixos para a eletricidade.
Al Mazrouei observou que os preços da energia renovável continuam caindo com a expansão dos projetos e o avanço tecnológico.
As tecnologias de armazenamento também evoluíram de forma significativa. Baterias que antes conseguiam armazenar eletricidade por apenas duas ou três horas já chegam a até 24 horas, a preços competitivos.
O ministro explicou que esse avanço permite que a energia solar forneça eletricidade durante todo o dia, tornando-a comparável a fontes de geração contínua, como o gás natural e a energia nuclear, com preços também competitivos.
A energia solar, acrescentou Al Mazrouei, também oferece vantagens em termos de sustentabilidade e não emite dióxido de carbono durante a geração. Para ele, esses resultados mostram o sucesso da estratégia dos Emirados Árabes Unidos, que continuarão ampliando sua capacidade nessa área.
Ao falar sobre o papel do setor privado, Al Mazrouei afirmou que a geração de eletricidade no país está aberta à iniciativa privada há décadas. A decisão de privatizar o setor ajudou a reduzir custos, aumentar a concorrência e adotar elevados padrões de governança.
Na avaliação do ministro, esse modelo contribuiu para colocar os Emirados Árabes Unidos entre os países com custos de eletricidade mais competitivos do mundo.
Al Mazrouei ressaltou ainda que o país conta com empresas capazes de competir internacionalmente, obter preços competitivos e conquistar projetos em outros mercados, entre elas Masdar, Etihad e outras companhias nacionais com atuação em diferentes países.
Sobre o futuro do setor, o ministro disse que a estratégia passa pela expansão de fontes mais limpas, pelo reforço das interligações elétricas entre países, pelo aumento significativo da eficiência das redes de transmissão e pela redução de perdas.
Al Mazrouei também destacou a Middle East Energy 2026, que reúne 1.500 expositores de 70 países para apresentar novas tecnologias capazes de reduzir custos e aumentar a eficiência. O ministro incentivou os participantes a aproveitar os debates e a troca de experiências, observando que o Ministério da Energia e Infraestrutura apresenta no evento suas estratégias e seu marco regulatório, enquanto as empresas participantes mostram soluções técnicas e tecnológicas.